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Neste sábado show do Curumin e Samambaia Sound Club na Célula

Maio 19, 2011

Curumin por Studio SP

O Coletivo Cardume é parceiro do Clube da Luta que esta semana traz para os palcos da Célula o showzaço do Curumin e da Samambaia Sound Club. E marcará presença com a Banquinha Fora do Eixo recheada de petardos sonoros!

Já assisti o show do Curumin por duas vezes, e foi aquele show de lavar a alma, dançar, liberar as energias, iriê saravá! O Curumin é cantor, compositor, toca tudo que é instrumento, e o que me deixa mais alucinada, canta e toca bateria ao mesmo tempo, haja coordenação neguinho! O estilo das músicas é fartura, mistura brasileira com ragga, samba rock, funkadelic e muito suingue, para o caldo ficar bem delicioso. Já tocou com um bocado de gente boa Guizado, B.Negão, Otto, Marcelo Janeci e lançou dois CDs Achados e Perdidos e Japa Pop Show. Faz sucesso na gringa, tocando com Blackalicious. E nos festivais hypados indies como sxsw e swu.

Para dar uma sintonizada, pesquei um clip produzido pela Greenvision Films, a mesma produtora do clip Shift da Macaco Bong. E uma matéria da Bravo!, para dar um gostinho da fissura do Curumim.

Curumin – Japan Pop Show from Greenvision Films on Vimeo.

BRAVO! {Trecho de} Chega de Saudade por Flávio Júnior e Marcio Orsolini

O ALQUIMISTA CURUMIN 

Antes do tropicalismo, a música brasileira era dividida em nichos: o samba, a jovem guarda, a canção de protesto, a bossa nova. Os tropicalistas acharam que era o caso de misturar tudo inclusive a música considerada brega do cantor Vicente Celestino e assim criaram o movimento que revolucionou a MPB. Se uma das bandeiras atuais é a retomada desse espírito tropicalista, incorporando influências sem preconceitos, o paulista Luciano Nakata Albuquerque, o Curumin, é um dos criadores mais sintonizados com o espírito da nova MPB. Em seu primeiro CD, Achados & Perdidos, ele misturou o samba-rock de Jorge Ben Jor com o estilo de composição de Stevie Wonder. No segundo, Japan Pop Show, ele incorporou um estilo tão marginal na MPB quanto Vicente Celestino na época do tropicalismo: o funk pancadão carioca.

Curumin, que é baterista, ouve de tudo desde a infância. Era fã, por exemplo, de Sidney Magal e Gretchen. O contato com a rainha do rebolado era mais próximo. O sogro de um de seus tios era namorado de Gretchen. “Eu a chamava de tia Bumbum”, lembra. O soul, no entanto, foi o estilo que chamou mais a atenção do músico. “Meu irmão trouxe um dia o disco do Stevie Wonder, o Innervisions, e eu pirei. Pensei: ‘É isso que eu quero fazer’.” No início dos anos 90, Curumin foi o baterista da cantora Paula Lima, que trazia uma proposta musical semelhante à dele. Por intermédio do amigo Pedro Ito, hoje baterista da cantora Céu, Curumin conheceu Arnaldo Antunes em 1999, grande influência em sua carreira. Pedro estava com viagem marcada para o exterior e indicou o amigo para tocar com Arnaldo. A parceria durou seis anos. “Com ele aprendi que era legal ser diferente, subversivo. Arte é isso”, diz Curumin.

Em 2004, a dupla californiana de hip hop Blackalicious veio ao Brasil participar do festival Indie Hip Hop, em Santo André, na Grande São Paulo, e tomou contato com o trabalho de Curumin. A mistura de funk, jazz e hip hop chamou a atenção de Chief Excel, um dos integrantes do Blackalicious e dono da gravadora Quannum que logo contratou o baterista. Em 2005, Curumin viajou para Nova York, onde participou de um festival de música. O lançamento de seu primeiro trabalho solo mereceu até uma crítica no jornal The New York Times, que o classifi cou como um dos músicos mais “espertos” da cena brasileira. O trabalho de Curumin chegou à atriz Natalie Portman, a princesa Amidala do primeiro episódio de Guerra nas Estrelas. Ela escolheu a música Tudo bem Malandro para integrar uma coletânea disponível no iTunes para download, que terá a renda revertida para uma ONG. Chegou a tocar num comício do candidato democrata Barack Obama.

Formado em psicologia, o baterista de 31 anos se dividia, até pouco tempo, entre a banda e a atividade de professor de música. Hoje, dedica-se integralmente à carreira, com a agenda atribulada com shows de divulgação do último CD, Japan Pop Show, lançado em maio. O disco saiu simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.

PS: Amanhã tem mais Samambaia Sound Club.

 Júlia Eléguida

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